A Fundacao de Apoio a Pesquisa Cientifica e Tecnologica de SC (Fapesc) lanca na segunda-feira (7), as 14h, edital no valor de R$ 1 milhao para o desenvolvimento de projetos de pesquisa em Santa Catarina que visem a reducao dos gases de efeito estufa (GEE). Podem participar pesquisadores com titulacao minima de mestre e vinculo empregaticio ou funcional com instituicao de ensino ou pesquisa da administracao publica direta ou privada, autarquica ou fundacional, organizacoes da sociedade civil de interesse publico (OSCIPs) e associacoes civis sem fins economicos. O valor minimo do apoio da FAPESC, por projeto sera de R$ 5 mil e o maximo sera de R$ 100 mil. O lancamento sera feito no auditorio da fundacao, rodovia SC 401, quinto andar do ParqTec Alfa.
Efeito estufa e o aumento da temperatura media na Terra devido a excessiva concentracao de gas carbonico na atmosfera, que reduz o escape normal do calor para o espaco. Segundo inventario divulgado pelo governo federal, o Brasil estava entre os cinco maiores emissores de gases de efeito estufa entre 1990 e 1994. Nesse periodo, a emissao de gas carbonico aumentou de 976 milhoes de toneladas para mais de um bilhao.
O edital contempla tres linhas de pesquisa. A primeira engloba projetos que visem a reducao das emissoes dos gases causadores de efeito estufa, tais como: dioxido de carbono (CO2), metano (CH4), oxido nitroso (N2O) e compostos de fluor. “A substituicao de fontes de energia fossil por renovavel, tratamento adequado de residuos liquidos e solidos, desenvolvimento de tecnologias para evitar a emissao dos gases pelas industrias sao exemplos de pesquisas que serao incentivadas”, observa o presidente da Fapesc, Rogerio Portanova.
A segunda vai dar suporte a trabalhos que busquem a reducao do dioxido de carbono (CO2) na atmosfera por meio do Sequestro de Carbono, uma linha destinada a projetos cientificos, tecnologicos e/ou de inovacao. A captura do dioxido de carbono (CO2) ou o Sequestro de Carbono, como foi conceitualmente estabelecido no Protocolo de Quioto em 1997, e uma das alternativas para amenizar as mudancas climaticas globais. O protocolo, que entrou em vigor no dia 16 de fevereiro deste ano, preve reducao, principalmente por parte das nacoes industrializadas, de 5,2 %, ate 2012, das emissoes de gases de efeito estufa registradas em 1990.
“Considerando o aumento crescente das emissoes de gases de efeito estufa (GEE) e tendo em vista que o dioxido de carbono (CO2) e um dos gases que mais contribui para o aquecimento global, e essencial o investimento nesta linha de pesquisa”, diz o agronomo Zenorio Piana, diretor de Pesquisa Agropecuaria da Fundacao. Ele explica que entre os projetos que podem ser apoiados, estao aqueles vinculados a conservacao de estoques de carbono nos solos e florestas, mudanca no sistema de uso da terra destacando-se a implantacao de sistemas agroflorestais, a recuperacao de areas degradadas, manejo e implantacao de florestas nativas, entre outros.
Esta e uma linha de pesquisa que tambem vai contemplar projetos que avaliem os resultados do sequestro de carbono, tais como estimativa de biomassa, calculo de carbono estocado na vegetacao, quantidade de dioxido de carbono (CO2) absorvido no processo de fotossintese.
Portanova adianta que nao serao contemplados projetos de recuperacao de areas degradadas em terras que estejam sob penalidade legais a exemplo dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC). Tambem nao serao apoiados os projetos de implantacao de florestas que incluam o plantio de especies exoticas tais como Pinnus sp. e Eucaliptus sp.
A ultima linha de pesquisa vai apoiar projetos que visem a capacitacao de recursos humanos em Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O prazo para recebimento das propostas vai ate o dia 20 de janeiro de 2006. A divulgacao dos projetos aprovados sera feita no publicacao Diario Oficial do Estado e na home-page da FAPESC no dia 20 de marco de 2006. No caso d bad credit payday advance