O governador Luiz Henrique e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizaram nesta sexta-feira (5) o contrato de incorporação do Besc pelo Banco do Brasil. Após a solenidade, realizada no auditório do CIC, inicia o processo transitório que fará com que as agências do Besc sejam integradas ao sistema do maior banco público do país.
“Este é um momento histórico, em que cumprimos o compromisso de manter o Besc público”, destacou o governador. Para Luiz Henrique, o modelo de gestão do Banco do Brasil vai impulsionar o desenvolvimento de todo o Estado, já que o Besc atende todos os 293 municípios de Santa Catarina. “A capilaridade do Besc vai contribuir decisivamente para reafirmar nosso posicionamento e estabelecer uma nova dimensão para o Estado”, disse ainda.
“O Besc continua público e com suas agências históricas atomizadas pelo Banco do Brasil. Ninguém mais segura o desenvolvimento de Santa Catarina”, apostou o governador. Além do chefe do Executivo catarinense, o presidente do Besc, Eurides Mescolotto, e o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, assinaram o documento.
No aditivo, a União se compromete a promover os atos necessários à incorporação do conglomerado Besc e Besc S/A - Crédito Imobiliário (Bescri), observadas a Lei das S/A, as normas da Comissão de Valores Mobiliários e demais disposições legais aplicáveis.
O BB e o Besc também formalizaram nesta sexta-feira o Contrato de Prestação de Serviços com o Estado de Santa Catarina, no valor de R$ 250 milhões e pelo período de cinco anos, para a movimentação financeira do Estado e da folha de pagamento dos servidores estaduais.
A incorporação do Besc pelo Banco do Brasil vai render a Santa Catarina R$ 600 milhões, mais R$ 600 milhões para serem investidos futuramente do Fundo Previdenciário, além de R$ 400 milhões de amortização da dívida do Estado com a União. Está garantida, no contrato, a manutenção da marca Besc, das agências pioneiras em SC - municípios onde só existem o Besc como instituição bancária - e ainda a manutenção do todos os 3.210 funcionários do Banco do Estado de Santa Catarina.
O presidente Lula também definiu a data como histórica para Santa Catarina e o Governo Federal. “Cumprimos hoje o compromisso que assumimos em 2002 quando havia uma inquietação quanto ao futuro do banco”, relembrou. O presidente lembrou que, na época, o Besc apresentava um déficit de R$ 1,2 bilhão. “Mas provamos que a coisa pública pode ser bem gerenciada, mesmo que não alcance o mesmo lucro que uma instituição financeira privada”.
Lula assegurou que os funcionários do Besc serão mantidos e fez metáforas para explicar como ocorrerá o processo. “É como se estivéssemos chamando o Ronaldinho para jogar com o Falcão”, citou, lembrando o jogador catarinense de futsal. “Para qualquer cidade de Santa Catarina esta é mais uma garantia de solidez. O Banco do Brasil é a noiva que todo mundo gostaria de ter e o Besc está namorando bem”, disse o presidente.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega; o vice-governador Leonel Pavan; os senadores Neuto de Conto e Ideli Salvati; o secretário de Estado da Fazenda, Sérgio Alves; da Coordenação e Articulação, Ivo Carminati; o secret&aacut bad credit payday advance