A Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc)divulgou nesta sexta-feira (31) a liderança brasileira de Santa Catarina em termos de inclusão digital.
Os dados são do Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, publicado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-americana neste mês. Isso porque quase um quinto dos 10% mais pobres – exatamente 18,4% – tem acesso à internet via RCT (Rede Catarinense de Tecnologia).
A rede é um programa do Governo do Estado, gerenciado pela Fapesc. Sua estratégia é instalar conexões não-comerciais à Internet em escolas, laboratórios, centros de pesquisas, incubadoras de empresas, hospitais, bibliotecas, museus, instituições de Ensino Superior, etc.
A RCT facilita o acesso à educação e à comunicação, bem como a geração de novos produtos e serviços, e o acesso às informações técnicas e científicas. Por esta iniciativa, mais de um milhão de pessoas podem ser beneficiadas, em mais de 1.646 pontos de acesso (dados de 2007). O propósito é racionalizar o uso de recursos públicos, dado que a RCT deve reduzir custos com o aumento das velocidades existentes (banda larga) e trazer alternativas para as unidades atualmente sem serviços de rede sem fio. Durante o governo de Luiz Henrique, o número de escolas públicas conectadas à RCT aumentou de 270 para 1.148, e o total de pontos ligados à rede mais que triplicou: de 480 para 1.668.
Novos investimentos têm sido feitos para a expansão da rede de fibra ótica em mais de 20 quilômetros em Florianópolis, através de um convênio entre a Rede Comunitária de Educação e Pesquisa. Além disso, a RCT já permitiu a instalação de pólos de ensino a distância da Universidade Federal de Santa Catarina nas cidades de Lages, Tubarão, Criciúma, Turvo, Chapecó, Palhoça, Pouso Redondo, Braço do Norte e Praia Grande.
A Fapesc tem ampliado o acesso à internet em municípios catarinenses continuamente. Em 2003, havia 123 ligados à rede; hoje são 291. Só faltam dois para chegar ao 100% de cobertura: Alto Bela Vista e Cunhataí (ambos no Oeste). “A Internet é o principal mecanismo a partir do qual o usuário passa a ter contato com a informação e o conhecimento disponíveis na rede. É uma janela virtual para o mundo”, conclui o presidente da Fundação, Diomário Queiroz.
Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina
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