Santa Catarina terá um estande na Primeira Conferência Anual do Fórum Euro-latino Americano de Turim, que ocorre na próxima semana, entre 24 e 26 de outubro. No evento, apenas oito estados brasileiros apresentarão seus modelos de desenvolvimento com base em tecnologias inovadoras, ao lado de regiões da França, Espanha, Itália e Alemanha. Os participantes pretendem articular esforços e obter financiamento do Banco Mundial e de órgãos da União Européia, também representados na Conferência.
“Esses organismos costumam apoiar projetos em rede, ou seja, aqueles que envolvem grupos de empresas e instituições de ensino e pesquisa com os mesmos interesses. Por isso a busca de recursos não pode mais ser individual”, diz Sonia Pereira Laus, Coordenadora Geral da Cooperação Internacional da Fapesc (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina). Até as descobertas podem ser feitas em conjunto. Prova disso é a recente concessão do Prêmio Nobel de Física a cientistas de países distintos: o francês Albert Fert e o alemão Peter Gruenberg. A co-autoria e os trabalhos internacionais são comuns no meio acadêmico.
Nesse sentido, o Fórum pretende congregar pesquisadores da Europa e América Latina que se dedicam a desenvolver seus países com base na tecnologia e inovação. Argentina, Chile, Colômbia, México e Brasil foram convidados para a conferência, que se realiza numa das áreas mais industrializadas da Itália. Nela fica a Universidade de Torino, cuja projeção se deve principalmente à interação com empresas de base tecnológica. “Ela está rompendo com o conceito tradicional de universidade e nós estamos indo lá para buscar cooperação internacional”, explica Diomário Queiroz, presidente da Fapesc.
Também integram a missão brasileira professores da UFSC e da Unisul, empresários locais, autoridades do Instituto Euvaldo Lodi (ligado à Fiesc), da Fundação Certi, da Prefeitura Municipal, do Sebrae/SC. A eles caberá expor projetos de suas instituições e muitas outras consultadas previamente pela Fapesc. Por meio delas, a Fundação identificou interesses em fazer estudos sobre oito assuntos estratégicos para o desenvolvimento regional, desde agricultura familiar até nanotecnologia (esta última aplicada pela dupla de ganhadores do Nobel de Física em 2007). Foram estabelecidas como prioritárias as áreas ligadas à conservação de recursos naturais, metrologia, criação de pólos e tecnologias de informação e comunicação. Como todas elas vêm sendo estudadas em vários pontos do planeta, ao invés de “reinventar a roda”, cientistas catarinenses querem estabelecer parcerias “para não perder o bonde da história”.
As regiões associadas ao Fórum Euro-latino Americano – como é o caso do nosso estado – participam gratuitamente de suas conferências e têm direito a estandes, como aquele em que Santa Catarina ganhará uma vitrine privilegiada. A promoção do evento é uma iniciativa da Associação Columbus e de outras instituições européias.
Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina
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