A Copa do Mundo de Futebol de 2014 foi um dos principais temas debatidos na abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, nesta segunda-feira (25) na cidade de Colônia, na Alemanha. Segundo o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Alcantaro Corrêa, os alemães podem ajudar o Brasil com o know-how que adquiriram com a organização do último mundial, realizado em 2006. Corrêa, como vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), representou a entidade e discursou na abertura do evento.
"Um dos nossos principais gargalos é na questão de infra-estrutura, que abrange os transportes, a energia, os próprios estádios, a rede hoteleira para receber o público. A logística envolvida em um evento desse porte é enorme, o Brasil tem muito a fazer nessa área para poder entregar um evento bem organizado", afirmou. Corrêa destacou que mesmo a Alemanha, que já tinha uma estrutura bem melhor que a brasileira antes da Copa, teve que investir e correr bastante para ter tudo pronto a tempo para o evento. Nesta terça-feira (26) será realizado no encontro um debate especificamente sobre o Plano Diretor para a Copa de 2014.
Na sua apresentação na abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, Corrêa falou sobre as transformações ocorridas na economia brasileira nas últimas décadas, que hoje colocam o país entre os líderes mundiais em diversos setores, desde os mais básicos, como alimentos e bebidas, celulose, siderurgia e calçados, até segmentos industriais de ponta, como o automobilístico e a aviação. "Quem acompanhou a economia brasileira nas últimas décadas sabe que as condições para os investimentos no país melhoraram", afirmou.
Apesar dos avanços recentes e de hoje o Brasil estar entre as 10 maiores economias do mundo, lembrou o presidente da FIESC, o país precisa avançar mais, "conciliando o desenvolvimento econômico com a preservação de suas singulares riquezas naturais e a inclusão social". Eventos do porte do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, disse, são oportunidades especiais para se conseguir isso. "Ao promover o encontro do setor empresarial e do governo, temos o ambiente ideal para traçar estratégias e definir a melhor forma de colocá-las em prática", concluiu Corrêa.
Fonte: Maycon Stähelin
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