Apreciada como iguaria nobre nos melhores restaurantes da alta gastronomia mundial, a ostra é considerada por especialistas como uma das mais saudáveis fontes de alimento do reino animal. Por conta disso, uma experiência inédita pretende viabilizar a introdução do molusco no cardápio das refeições escolares em Florianópolis para que crianças e adolescentes tenham uma alimentação mais nutritiva e de baixa caloria. Nesta quarta-feira (24/09), às 11h30, 506 alunos do projeto Tempo Integral, da Escola Básica Luiz Cândido da Luz, na Vargem do Bom Jesus, vão ter ostras no almoço.
O teste, que será repetido em mais quatro escolas municipais, na quinta e sexta-feira (25 e 26/09), é resultado de uma parceria entre o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF/PMF) e Secretaria Municipal de Educação (SME).
Durante três dias, a novidade será testada em cinco unidades educativas para medir a aceitabilidade do produto entre 800 crianças e jovens, que vão degustar um risoto de ostras. Na Escola Básica Vítor Miguel de Souza, no Itacorubi, 176 alunos vão provar o molusco na quinta-feira (25/09), por volta das 9h30. Na sexta-feira (26/09), no mesmo horário, o teste será feito com 235 estudantes da Escola Básica Almirante Carvalhal, em Coqueiros; 37 crianças da Escola Desdobrada Francisco Garcez, no Canto da Lagoa; e 34 alunos da Escola Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva, no Ribeirão da Ilha.
De acordo com a Coordenadora de Alimentação Escolar da SME, Cleusa Regina Silvano, as ostras cultivadas na região de Florianópolis apresentam um grande valor nutricional por serem importantes fontes de proteína, minerais e terem reduzido valor calórico. "São ótimas fontes de vitamina B12, necessária à formação dos glóbulos vermelhos e à manutenção de um sistema nervoso saudável, além de boas fontes de outras vitaminas do complexo B, como a niacina, tiamina e riboflavina", destaca Cleusa.
Para o superintendente do IGEOF, Edson Lemos, idealizador do projeto, a iniciativa atende a um anseio dos maricultores locais que têm dificuldades para escoar a produção para outros estados. "Essa proposta vai abrir um novo mercado para os produtores de Florianópolis, e também ajudar no combate à obesidade infantil, já que a ostra é um alimento muito saudável e de baixa caloria", justifica.
Fonte: Dieve Oehme
Assessora de imprensa da Fenaostra
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