Aconteceu nesta quarta-feira (1º/10), em Florianópolis, uma reunião entre representantes do Governo do Estado e empresários do setor imobiliário catarinense para a apresentação do Barcelona Meeting Point, que está em sua 12ª edição e acontecerá de 4 a 9 de novembro deste ano na Espanha. A idéia é levar aos investidores europeus oportunidades de negócios em território catarinense, além de proporcionar aos empresários catarinenses condições de buscarem financiamentos internacionais para o setor.
Através de uma parceria com o setor privado, o Governo do Estado participa pela primeira vez do encontro, que é considerado o maior evento profissional de investimento imobiliário, turístico e de infra-estrutura realizado em continente europeu. Santa Catarina contará com um estande nos seis dias de duração da feira, quando os catarinenses poderão mostrar seus projetos e empreendimentos ao público que acompanha o evento na capital da Catalunha.
Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de Santa Catarina (Creci-SC), Gilmar dos Santos, não existe sentido na participação isolada do Governo do Estado num evento desta magnitude, nem a presença individual de empresários. "A função do Estado é vender o destino e a nossa é a de vender os produtos", observou o presidente do Creci. Segundo ele, a crise financeira internacional representa uma oportunidade para o setor imobiliário brasileiro como um todo. "Quem compra terra nunca erra e o setor imobiliário representa um investimento de longo prazo", sublinhou.
O presidente da Santa Catarina Turismo SA (Santur), Valdir Walendowsky, disse que a iniciativa reforça a estratégia de internacionalizar a economia do Estado adotada pela administração estadual, que elencou o turismo como uma das prioridades. "Desde 2003 o Governo do Estado vem fazendo um trabalho coeso para alcançar estes objetivos", observou ele, que representou na reunião o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Gilmar Knaesel.
Durante o encontro foi criado o embrião de uma entidade para algutinar os esforços do setor empresarial e focar o mercado conhecido como “second home”, do inglês segunda residência. O segmento de negócios vem crescendo a cada ano e atraindo investidores interessados em contar com um imóvel em outro país para investimento ou alternativa para usufruir durante as férias.
Segundo os dados apresentados pelo diretor de relações internacionais da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Ricardo Valls, a média européia é de 15% da população de possuidores de uma segunda residência, mas há casos como o da Finlândia, em que 30% dos habitantes possuem um segundo imóvel.
Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação
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