Enquanto o público saboreia as iguarias feitas com ostras e mexilhões catarinenses no salão de gastronomia da 10ª Fenaostra, maricultores, estudantes e profissionais ligados à cadeia produtiva discutem estratégias para melhorar a qualidade e a segurança alimentar dos moluscos cultivados no município. Os desafios e perspectivas da maricultura são tema do Seminário Técnico, aberto ao público, que acontece nos dias 8 e 9 de outubro, no piso superior do Centrosul. As inscrições para o evento podem ser feitas antes da abertura, prevista para 14h30.
Ao todo, sete palestras vão abordar questões que afetam direta e indiretamente a produção de moluscos em Santa Catarina, e especialmente em Florianópolis, considerada a Capital Nacional da Ostra. Pela primeira vez, nas dez edições da festa, o seminário é organizado pelas entidades que atuam no Arranjo Produtivo Local (APL) das Ostras da Grande Florianópolis, que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento sustentável da maricultura.
Entre outros temas, os participantes vão discutir a viabilidade econômica do cultivo de ostras na região da Grande Florianópolis; acompanhamento de mercado; certificação do processo produtivo da ostra; alternativas de organização local dos produtores; histórico do APL, com ações desenvolvidas e perspectivas futuras. Haverá ainda uma palestra sobre a maricultura no Chile, tendo como convidado o presidente do sindicato de produtores daquele país, Simon Álvaro Muñoz Ulloa.
O evento também contará com uma mesa redonda entre maricultores para avaliar as perspectivas da atividade na visão de quem produz. No encerramento do evento será empossada a nova diretoria da Associação Catarinense de Aqüicultura, gestão 2008-2010, e na seqüência haverá um coquetel para convidados.
Florianópolis conta com cerca de 120 maricultores, distribuídos em núcleos de produção no Norte e Sul da Ilha. Em 2007, Santa Catarina comercializou 1.115,8 toneladas, sendo a região de Florianópolis responsável por mais de 95% ostras cultivadas no estado. Do total comercializado na safra, a capital catarinense contribuiu com 580,7 toneladas e Palhoça com 396,6 toneladas.
Fonte: Assessoria Fenaostra