As pessoas que contribuíram para a preservação do boto em Laguna foram homenageadas durante o Congresso de Educação Ambiental. O trabalho realizado por ambientalistas, políticos, estudantes e sindicalistas resultou numa lei municipal. Grupos organizados saíram as ruas colhendo assinaturas, projeto foi elaborado e sancionado.
Líderes e cidadãos comuns da época foram homenageados nesta manhã na solenidade de abertura do Congresso. Estavam na solenidade, professores, estudantes, mestres e representantes de organizações não-governamentais.
O prefeito na época da lei, João Gualberto, o prefeito Célio Antônio, vereador no período; presidente da Colônia de Pescadores, Obadias Gonçalves foram homenageados. “Uma forma de lembrar o esforço de todos”, disse o presidente do Instituto Boto Flipper, José Antônio. A entidade, criada em 1998, desenvolve projetos de educação ambiental na região.
Encerradas as homenagens, teve início o Congresso com palestras sobre botos, pescadores e meio ambiente.
Famoso boto Flipper que originou o nome da instituição
O mais famoso de todos os golfinhos de Laguna nunca ajudou os pescadores e viveu pouco na região. Aos 2 anos de idade, em 1984, Flipper foi capturado com autorização do governo e transferido para um tanque do Seaquarium, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
A partir daí, passou a ser treinado para fazer os mesmos truques que seu homônimo americano realizava em um seriado de TV. Uma crueldade, segundo os biólogos. Por mais simpáticos que possam parecer, golfinhos encarcerados ficam estressados e morrem com menos de 15 anos.
Os livres chegam a viver mais de 30. Por isso, uma forte campanha de ecologistas conseguiu libertá-lo em 1993. Mas era tarde. Levado de volta a Laguna, ele não conseguiu se integrar a seus parentes, que não reconheciam sua linguagem vocal. Expulso do grupo, acabou voltando por conta própria para Santos e ficou vagando de praia em praia, até desaparecer.
Fonte: Prefeitura Municipal de Laguna