Prédio foi palco de eventos importantes como a visita de Dom Pedro II e abrigou o Centro Administrativo da Capital do Estado.
As mais de 1.200 peças do Museu Histórico de São José foram reorganizadas em 12 nichos temáticos para facilitar o aprendizado e instigar a reflexão sobre os contextos históricos. Com acervo eclético, o Museu reúne coleções de porcelana, vestuário da década de 1930, mobiliário e arte sacra.
A readequação subdividiu essas peças em: meios de comunicação, ofícios e profissões, cotidiano doméstico – classes abastadas, sacro, família Mello, cotidiano pré-elétrico e elétrico, imagem e som, lida doméstica – classes populares, político, numismática, comércio e grupos indígenas.
“O objetivo das mudanças é dar visibilidade às peças de uma maneira didática, pois temos como foco de trabalho o ensino com visitas de escolas e oficinas para professores; a pesquisa com readequações do acervo, pesquisa histórica sobre as peças e organização contínua de reserva técnica e extensão com realização de mostras itinerantes, programação cultural e oferecimento de cursos”, explica a diretora do Museu Histórico de São José, Fabiana Kretzer.
Na seção numismática, o visitante conhece as moedas já utilizadas no país desde a época do Brasil Império até as reformas monetárias ocorridas no Brasil República.
Já no nicho eletricidade, estão expostos itens que relembram o início do cotidiano de São José com iluminação elétrica a partir da instalação da Usina Hidrelétrica Maroim, em 1910, e da empresa Elffa, empresa responsável pela produção, transmissão e distribuição de energia elétrica para a região (em operação de 1955 a 1961).
O cenário político josefense também é representado no Museu com exposição de móveis utilizados pela Câmara Municipal de São José em 1920 e também o mobiliário do Gabinete do Prefeito em 1930.
Administrado pela Prefeitura de São José e Fundação Municipal de Cultura e Turismo, o Museu constitui um marco histórico e arquitetônico. O prédio foi construído no início do século XIX para servir de residência da família de Luiz Ferreira do Nascimento Mello e ainda preserva suas características originais, representando o estilo colonial português de grande dimensões, além das fachadas serem alinhadas com o conjunto arquitetônico vizinho.
Em 1845, a casa recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Thereza Cristina para a cerimônia do Beija-Mão.
Em 1893, no decorrer da Revolução Federalista, o prédio foi sede da capital do Estado, enquanto a cidade de Nossa Senhora do Desterro foi declarada provisoriamente capital do país.
No século XX tornou-se legado das manifestações histórico-culturais com a abertura em 1988 do Museu Histórico de São José. O prédio é protegido pela lei de tombamento estadual de 1980 com homologação pelo decreto nº 29608 em 1996.
O Museu Histórico de São José está localizado na Rua: Gaspar Neves, 3175, Centro Histórico de São José, e pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Fonte: Prefeitura Municipal de São José