O 27º Festival de Dança está movimentando a cidade. Os visitantes e dançarinos aproveitam o tempo livre entre uma apresentação e outra para conhecer os pontos turísticos e históricos de Joinville. Ônibus e grupos de pessoas podem ser vistas em vários museus e espaços públicos espalhados pela cidade.
Além de ser um dos palcos para a dança, a Estação da Memória, antiga Estação Ferroviária, conta a história dos trilhos, trens de carga e passageiros e a arquitetura que nos remete aos anos de colonização da colônia Dona Francisca, atual Joinville. O visitante encontra na Estação objetos de antigos moradores da cidade, peças do maquinário ferroviário, fotos e vídeos sobre a formação da cidade. O local passou por um grande projeto de restauro para recuperar seus traços originais e cores da época da fundação da ferrovia. Em função do Festival de Dança, a Estação da Memória recebeu turistas de várias localidades do país, incluindo os participantes do festival e moradores da região sul da cidade. A implantação da linha do Trenzinho do Festival até a Estação colaborou para o número de visitantes.
Outras unidades da Fundação Cultural de Joinville (FCJ) também receberam turistas de várias regiões do Brasil essa semana. O Museu Nacional da Imigração e Colonização, localizado próximo à Rua das Palmeiras, teve um aumento significativo de visitas neste final de semana. Cerca de 150 pessoas conheceram o Palácio dos Príncipes e suas estruturas externas. A maior parte desses visitantes são de São Paulo, Paraná, Pernambuco e cidades do Estado, como Jaraguá do Sul e Florianópolis.
O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville, localizado próximo ao Centreventos, recebeu visitantes da Espanha, Itália e de outros estados do país, como São Paulo e Paraná. Estima-se que neste final de semana cerca de 120 pessoas tenham visitado a coleção arqueológica - uma das mais importantes do Brasil. Um ponto interessante levantado pela coordenação do museu, é que o número de visitantes catarinenses é pequeno em relação ao dos outros estados.
Além dessas unidades, a cidade possui outras opções de turismo histórico e cultural. O Museu de Arte de Joinville, antiga residência de Ottokar Doerffel, primeiro prefeito de Joinville, é tombado como Patrimônio Histórico do Estado de Santa Catarina. Dispõe de anexo, localizado na Cidadela Cultural Antarctica - antiga cervejaria, preparado para exposições contemporâneas. O acervo é composto por 765 obras de arte, de artistas locais e nacionais, representando diversos estilos,
técnicas e épocas.
O Museu da Bicicleta, localizado na antiga Estação Ferroviária, abriga um acervo com mais de 16 mil itens, como bicicletas, acessórios, curiosidades, modelos exóticos, fotos, catálogos, folhetos, projetos, objetos de arte, miniaturas e uma infinidade de materiais relativos ao tema. Considerado o único do gênero em toda América do Sul, demonstra em seu acervo e estrutura um clima de volta ao passado.
A localização privilegiada do Museu Casa Fritz Alt, que permite aos visitantes uma vista panorâmica da cidade, é um dos atrativos turísticos da cidade. A casa, antiga residência do artista Fritz Alt, possui um acervo com suas principais obras. A exposição permanente conta com obras em diversos materiais, móveis e objetos de uso pessoal, painéis fotográficos de monumentos públicos como o "Monumento ao Imigrante" - localizado na Praça da Bandeira - e os murais em mosaico da Biblioteca Municipal e do Sesi.
Outra unidade que deve constar no roteiro turístico é a Casa da Memória, localizada no Cemitério do Imigrante, um lugar para reflexões a respeito das memórias da cidade e da importância da preservação do patrimônio cultural urbano, em especial os usos sociais e culturais dos cemitérios.
Mais informações e horários dos museus visite o site.
Fonte: Prefeitura Municipal de Joinville
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