.jpg)
Megumi Iwasaki e Miwa Onaka (à direita), recepcionaram os visitantes que foram a Frei Rogério, na Serra Catarinense
A comemoração reúne orientais e descendentes na semana em que a flor, símbolo do Japão, surge nas árvoresA Sakura Matsuri (Florada da Cerejeira) movimentou a pequena Frei Rogério, na Serra, no final de semana e levou os orientais e os descendentes a celebrarem um dos momentos mais importantes para a cultura japonesa.
É quando a flor da cerejeira, símbolo do Japão, surge nas árvores. E como a florada dura, em média, uma semana, eles aproveitam esta fase para refletir, reforçar os votos de paz, trabalho e harmonia. A vida é aproveitada intensamente com base na filosofia dos samurais, de que a morte poderia vir a qualquer instante, bem como a flor da cerejeira, que pode cair ao primeiro vento. Cerca de 3 mil pessoas compareceram à 12ª edição da festa, realizada sempre no primeiro fim de semana de setembro, no Parque Sakura.
Assim, os japoneses acreditam que o ciclo da cerejeira imita o ciclo da vida, desde o nascimento, a plena floração e, por fim, a morte. Para eles, há beleza em todos os estágios da vida, até mesmo no seu fim, representado pela queda das flores.
– A florada da cerejeira representa também a união dos japoneses, inclusive com outros povos, pois se uma flor sozinha é bonita, várias juntas são ainda mais belas. As tragédias pelas quais o Japão passou, como na Segunda Guerra Mundial, foram experiências infelizes que nos levam a valorizar ainda mais a paz – diz o presidente da Associação Cultural Brasil-Japão, Hirotaka Onaka, de 57 anos e há 37 no Brasil.
Na festa ocorreram várias atividades, como apresentações de arte marcial dos samurais, dança e tambores japoneses.
Descendentes de japoneses e trajando kimonos, Megumi Iwasaki, de 19 anos, e Miwa Onaka, 29, recepcionaram os visitantes e caminharam entre as cerejeiras. Exposição de símbolos, bonsais e caligrafias do Japão, além da gastronomia típica, também encantaram o público.
– Admiro muito a cultura e as tradições japonesas, pois transmitem paz, alegria, esperança e sabedoria a partir das dificuldades da vida – afirmou a enfermeira Sueli Maria Viegas, de 54 anos, que saiu de Blumenau com uma excursão só para apreciar a Florada da Cerejeira.
Por PABLO GOMES | Frei Rogério
Fonte: Diário Catarinense
bad credit payday advance