O barro do remodelado Motódromo Arthur Jacovicz, em Canelinha, consagrou, ontem, o francês Marvin Musquin, campeão mundial na categoria MX2, a divisão de acesso do motocross, em Santa Catarina.
Musquin venceu as duas baterias e não deu chances para o português Rui Gonçalves, piloto que o perseguia na luta pelo título.
– Eu sou o mais rápido de todos e por isso ganhei. Na primeira bateria, quando o Rui (Gonçalves) estava na frente e eu em quarto, pensei que o campeonato estivesse em risco. Mas depois, quando as coisas voltaram ao normal, percebi que ele (o título) era meu – afirmou Musquin.
Mais de 30 mil pessoas enfrentaram muita lama e trânsito lento nas ruas de acesso do motódromo para ver os melhores pilotos do planeta em ação. A chuva, que caiu forte no sábado e impediu a realização de treinos livres e classificatórios, deu uma trégua ontem e permitiu ao público ter condições mais confortáveis para assistir aos duelos.
.jpg)
Na categoria MX1, a principal do Mundial, o destaque foi o belga Clement Desalle, que venceu a primeira bateria do dia e chegou em segundo na outra. O italiano Antonio Cairoli, campeão com uma etapa de antecedência, não fez boa prova. Na primeira bateria, ele finalizou em sexto lugar e na segunda, em 12º.
Entre os brasileiros, o melhor colocado na MX1 foi o mineiro Antonio Jorge Balbi Jr, 10º colocado na soma geral. A irmã de Balbi Jr, Mariana, primeira mulher a disputar uma etapa deste nível no circuito mundial, ficou em 24º lugar entre os 29 pilotos que alinharam no gate de largada.
Brasileiros têm missão quase impossível
O catarinense Marronzinho, tricampeão brasileiro na MX1, também encontrou dificuldades e terminou em 20º lugar. O Brasil contou com oito convidados na categoria principal e nove na de acesso, e os pilotos nacionais saíram da prova com a sensação de dever cumprido.
Com equipamentos de qualidade inferior e um investimento menor do que o feito pelas equipes de ponta do Mundial, competir em condições de igualdade era uma missão quase impossível. Para os fãs do esporte, as diferenças de equipamento pouco importavam. Todos queriam era vibrar com as acrobacias e saltos.
– Nunca tinha visto nada igual. É emocionante – resumiu o empresário Cláudio Guesser, 37 anos.
Por JEAN BALBINOTTI | Canelinha
Fonte: Diário Catarinense
bad credit payday advance