Até 15 de outubro, a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) receberá propostas para o edital de licitação referente à criação do Jardim Botânico de Florianópolis (JBF). A empresa selecionada vai desenvolver o projeto básico e o plano estratégico de ação para a implantação do JBF, que preencherá uma lacuna na capital catarinense: ela é a única, entre Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que ainda não possui um jardim do gênero.
O JBF ocupará três áreas distintas, no Itacorubi, no Saco Grande e em Canasvieiras (detalhes ao final). É imprescindível a visita dos candidatos a realizar os serviços aos 3 locais para constatar as condições de execução, efetuar levantamentos e tomar conhecimento de todos os elementos necessários à elaboração da proposta.
Quem for escolhido pelo Edital 0007/2009 da Fapesc terá 15 dias, após a data de assinatura do contrato, para apresentar um plano de trabalho e outro de Comunicação. O último é essencial para garantir a articulação de esforços das entidades representadas no Conselho Gestor do JBF (Epagri, UFSC, Floram, Sapiens Parque e Fapesc) e a participação do público nas atividades a serem desenvolvidas.
O projeto básico deve ser apresentado até 150 dias após a data de assinatura do contrato e será submetido aos peritos do Conselho Gestor. Este documento deverá conter uma estratégia de ação que defina o modelo jurídico e de gestão do JBF, bem como o plano para sua ocupação.
Antecedentes - Os primeiros jardins botânicos do mundo nasceram da dedicação de botânicos amadores que traziam as espécies vegetais nativas e exóticas coletadas para serem catalogadas, aclimatadas e disseminadas. Com o passar do tempo, eles passaram a contribuir com a conservação das espécies e a servir também às atividades de educação ambiental.
Abertos à visitação pública, estes jardins se diferem dos parques por possuírem uma coleção de plantas ordenada e classificada, devidamente registrada e documentada, além de oferecerem informações sobre espécies botânicas, sua origem, utilidades e curiosidades.
No Brasil, eles desempenham múltiplos papéis e contribuem diretamente para a implementação da Convenção da Biodiversidade Biológica, atuando em consonância com a Política Nacional da Biodiversidade, estabelecida pelo Decreto 4.339/2002.
Santa Catarina ainda não tem seu jardim botânico, mas já está sendo idealizado um projeto a ser implementado em 3 lugares: na área da Epagri, situada no bairro do Itacorubi, a qual possui em seu entorno o Parque do Manguezal do Itacorubi, mais uma parte do antigo aterro sanitário de Florianópolis; a área da Cidade das Abelhas, de propriedade do Ministério da Agricultura em comodato para a Epagri, no bairro do Saco Grande, que tem em seu entorno a Unidade de Conservação Ambiental desterro, coberta por Floresta Ombrófila Densa; e a área do Sapiens Parque no bairro de Canasvieiras, que está sob o domínio de Restinga.
Jornalista Heloisa Dallanhol
Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina