O celíaco é a pessoa que desde criança desenvolve a intolerância a proteína do glúten, ou seja, todo alimento que possui esta substância não é aceito pelo organismo e a sua ingestão pode ocasionar sérias conseqüências. Em Chapecó, a Secretaria Municipal de Saúde possui hoje 20 pessoas cadastradas que participam de um grupo de acompanhamento e recebem orientações acerca da doença pelo menos uma vez ao mês.
Neste último sábado (24), a coordenação do grupo promoveu uma oficina culinária envolvendo todos os celíacos cadastrados na Secretaria. O curso foi ministrado pela primeira vez e teve a intenção de ensinar novas receitas e alternativas para o preparo dos alimentos, com substâncias que substituam o glúten, como por exemplo, o polvilho, a araruta, a farinha de milho e de arroz, a maisena e a fécula de batata. Durante toda a tarde, os participantes puderam observar e até mesmo preparar com as próprias mãos, um cardápio completo que incluiu a fabricação de pão, massa de lasanha, pastel assado, biscoito salgado e bolo de cenoura e banana, tudo preparado de forma especial, sem adição de glúten.
Segundo a coordenadora do grupo, Margarida AlbaWinckler, este é um momento único, pois mostra outras possibilidades para estas pessoas. “Ás vezes o celíaco acha que não pode comer de nada. Mas aqui nós mostramos a ele que pode sim, é preciso apenas trocar o glúten por outro ingrediente”, ressalta.
Além disso, a coordenadora salienta que a troca de componentes de fato altera o sabor e a consistência dos alimentos, tanto doces quanto salgados, mas continua sendo muito saboroso. “Quando preparamos um bolo, não conseguimos o ponto adequado da massa, mas mesmo assim, fica delicioso e as pessoas, mesmo as tolerantes ao glúten, adoram as receitas”, explica.
A intolerância ao glúten é uma doença genética e hereditária, com risco maior para familiares de primeiro grau. Ela começa a se desenvolver ainda na infância, a partir do momento em que a pessoa inicia a ingestão da proteína, encontrada na farinha de trigo, na aveia, no centeio e na cevada. Os principais sintomas desta doença são dor abdominal, diarréia, gases intestinais, náuseas, vômito e perda de peso. Por esta razão os profissionais da saúde recomendam que os pais passem a acrescentar alimentos com glúten na dieta do filho, só após os seis meses de idade. Caso contrário, a criança pode vir a desenvolver outros males, pois como ainda não sabe falar, não poderá reclamar se ao fazer a ingestão dos componentes, ocorra alguma reação adversa.
A coordenadora alerta que a doença precisa ser levada a sério, pois pode levar a complicações sérias. “Se e pessoa é celíaca e não toma os cuidados necessários, ou seja, retirar o glute de seu cardápio, pode passar a ter infertilidade e anemia, que dependendo do caso, pode evoluir para um quadro mais sério”, destaca.
Quem deseja participar do grupo pode fazer o cadastro junto a Secretaria de Saúde ou entrar em contato com Inês Rosato, pelo telefone: 3322-9657.
Receita sem glúten
PÃO
1 tablete de fermento para pão
½ xícara de leite
3 ovos
3 colheres de creme de leite
3 colheres (sopa) de margarina
½ kg de mandioquinha, cará, batata ou mandioca
Creme de arroz ou farinha preparada, até dar o ponto.
Modo de preparo:
Desmanchar o fermento com uma colher de açúcar e duas colheres de creme de arroz. Acrescentar o leite e deixar crescer por 30 minutos. Junto os ovos, o creme de leite, a margarina, a mandioquinha (cará, batata ou mandioca) e sal a gosto. Bater bem e ir acrescentando creme de arroz ou farinha preparada até dar o ponto de enrolar ou colocar em forma de pão. Deixar crescer por 30 minutos. Assar em forno moderado.
Fonte: Prefeitura Municipal de Chapecó