Novidade no cardápio
Os alunos da rede municipal de ensino da Capital experimentaram ontem a ostra na hora da merenda escolar
Dos 18 alunos de 1ª série da Escola Adotiva Liberato Valentin, em Florianópolis, que esperavam a merenda na manhã de ontem, apenas quatro tinham experimentado a tal da ostra. Para os demais, o mistério estava prestes a acabar. Era hora da refeição no colégio, que inaugurou a novidade do cardápio de 26 escolas básicas municipais.
A estudante Camila dos Santos, sete anos, não fazia a mínima ideia do que a aguardava.
– Eu nem sei o que é ostra! É peixe?
A colega Jéssica Santiago, 7 anos, tentou explicar:
– Não, não é peixe, mas não sei direito o que é. Mas é gostoso.
Além das duas, outros 366 estudantes do colégio experimentaram a novidade no cardápio, servida com purê de batata, molho, arroz e salada. A ideia é que os 14,6 mil estudantes de 1ª a 8ª série comam ostra na merenda uma vez por mês.
O molusco substitui a carne ou ovo e cada escola decide como servirá o alimento. A nutricionista Andréa Siga, da Secretaria Municipal da Educação, observa que a ostra além de protéica tem baixo teor de gordura e alto valor nutritivo. Ela ainda esclarece que existe muito mito entorno do alimento, que na minoria dos casos pode causar mal estar.
As crianças dividiram opiniões, mas aprovaram a novidade. Jéssica que já conhecia, achou ótimo. Camila, demorando a engolir a comida, não gostou muito. O colega Guilherme Fernandes, sete anos, que também comia ostra pela primeira vez achou saboroso. O amigo Gabriel Souza, seis anos, estranhou a consistência, molenga demais pro gosto dele.
Para o secretário de Educação, Rodolfo Pinto da Luz a experiência confirmou os testes realizados ano passado, feito com mais de 800 estudantes, dos quais 86% aprovaram o molusco. Ele diz que a proposta de acrescentar ostra procura diversificar o cardápio das crianças.
A secretaria estuda, para o próximo ano, a colocação de mexilhões no cardápio escolar, que substituiriam a ostra. Enquanto o quilo sem concha do molusco custa R$ 39, o do mexilhão custa R$ 12.
Por JÚLIA ANTUNES LORENÇO
Fonte: Diário Catarinense
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