Parque Conta Dinheiro e Recanto do Pinhão, festa já reuniu mais de 220 mil pessoas
A XXII Festa Nacional do Pinhão já é um sucesso. Mais de 220 mil pessoas já participaram da festa, seja no Recanto do Pinhão, na Praça João Costa, Centro de Lages, seja no Parque de Exposições Conta Dinheiro. A festa é um dos maiores eventos gastronômicos e populares do Brasil e por isso conscientiza os visitantes, para que eles saibam cuidar do meio ambiente e ajudem ativamente no reflorestamento.
O Projeto Pinhão do Amanhã é um sucesso. Com a chegada do dia mundial do meio ambiente (05/06), a organização espera que mais visitantes se conscientizem e participem. O plantio é gratuito e quem planta recebe uma muda de Araucária, tira uma foto e vai recebê-la juntamente com o certificado por e-mail. Como a Araucária é a responsável pelo produto base da Festa do Pinhão, nada mais justo do que fazer um reflorestamento para que o evento se perpetue por muitos e muitos anos. Já participaram pessoas de Guaramirim (SC), Florianópolis (SC), Navegantes (SC), Xaxim (SC), São José (SC), Palhoça (SC), Tubarão (SC), Jaguaruna (SC), Capivari de Baixo (SC), Urupema (SC), Alagoas (AL), São Paulo (SP), além, é claro, de Lages (SC). A Escócia também está presente no evento e ajudando a reflorestar a cidade.
O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em cinco de junho, no próximo sábado, foi instituído pela ONU em 1972. Ele faz referência à 1ª Conferência Mundial de Meio Ambiente que aconteceu em Estocolmo, na Suécia, em cinco de junho. Naquela ocasião, representantes de diversas nações reuniram-se com o objetivo de discutir a responsabilidade e o papel de cada país na contenção do descontrole ambiental.
Para ajudar também neste projeto, Baesa, Enercan e Tractebel fizeram doações de cinco mil mudas de araucária para serem plantadas e distribuídas gratuitamente durante a festa. Estas empresas vão doar ainda mais e até o fim do ano serão dez mil mudas plantadas. A Secretaria da Agricultura do município vai replantar as mudas em torno do Rio Caveiras.
Projeto Kayuvá
Produção sustentável é o ponto chave do projeto que busca agregar valor a produção florestal
Preservar a mata da Araucária sem deixar de utilizá-la como meio de sustento de famílias. Esta é a proposta do Projeto Kayuvá, que está também presente na festa e cujo objetivo principal é apoiar a produção sustentável e o comércio justo de pinhão junto à agricultura familiar de Lages, na Serra Catarinense. O projeto de extensão florestal busca agregar valor à produção florestal não-madeireira, valorizando a floresta e estimulando o crescimento social na construção de políticas públicas florestais apropriadas à Agricultura Familiar.
Algumas famílias já têm no pinhão a principal fonte de renda anual. A produção e consumo da semente são atividades tradicionais, de natureza ecológica, histórica e culturalmente rica, entretanto, necessitam de apoio para que se desenvolvam em bases sustentáveis, garantindo a manutenção da biodiversidade e maior eficácia econômica, com a justa remuneração aos produtores e qualidade do produto oferecido aos consumidores.
A valorização do pinhão se fortalecerá para agregar valor à produção rural à medida que as produções vindas do manejo florestal sustentável e de relações sociais colaborativas tenham melhor acesso e passem a ser diferenciadas nos mercados, valorizando a Floresta com Araucária e gerando trabalho e renda na Agricultura Familiar.
O projeto está em exposição junto a Casa Catarina ao lado do pavilhão cultural. Lá o visitante pode ter mais informações, bem como assistir ao vídeo institucional.
O que é Kayuvá?
O significado de Kayuvá é o nome que genericamente era aplicado, sem distinção subgrupal, a indígenas: Cayua de Caa = mato e Awa = Homem. O nome KAIOWA deve decorrer do termo KA’A O GUA, ou seja, os que pertencem à floresta alta, densa, o que é indicado pelo sufixo “o” (grande), referindo-se aos atuais Guarani-Kaiowa ou paĩ-tavyterã. Haveria, desta forma, uma diferenciação em relação ao termo KA’A GUA, os que são da floresta, sem necessariamente que seja densa ou alta, categoria em que se incluiriam os atuais Guarani-Mbya.
Artesanato
Os turistas advindos de outros estados e de várias regiões de Santa Catarina são atraídos pela diversidade cultural da Festa. As várias opções oferecidas pela programação do evento são os motivos de a cada ano mais e mais turistas visitarem o município.
Andar pelas ruas do parque durante a metade da noite e na madrugada (horário em que acontecem os shows nacionais) evidencia a diversidade cultural dos visitantes.
E o artesanato catarinense também está presente no evento. Aqui o artesanato é representado pela Casa Catarina, uma Associação de 215 artesãos, recebe diariamente milhares de pessoas no pavilhão destinado à exposição e venda de seus produtos. Os visitantes podem adquirir de lembrancinhas a belos presentes manufaturados. São chaveiros, roupas, artigos em lã, doces, bebidas, artigos em madeira e muitas outras opções.
Segundo a tesoureira Maria José Gill, a Associação existe desde 2004 e é muito bem organizada. Os produtos têm etiquetas com o nome do artesão e, ao final do evento, tudo o que foi vendido é entregue ao artesão. Durante a festa os produtos são lançados para um programa de computador para garantir a organização. Os artesãos vêm de Florianópolis, Lages, São Joaquim, Curitibanos, Campo Belo, Otacílio Costa, Bom Retiro, entre outras.
Shoppinhão
Neste pavilhão estão expostos milhares de produtos, desde artesanais até fogões à lenha. Lá, os artigos variam entre couro, lã, tapeçaria, roupas árabes e chinesas, bonés, jaquetas, bombons, bebidas, quadros e muito mais. O pavilhão, chamado Shoppinhão está sempre lotado, devido aos preços baixos dos produtos.
Pagode
A noite foi do pagode na XXII Festa Nacional do Pinhão. Pagode Moleque e depois Alexandre Pires dominaram o Parque de Exposições Conta Dinheiro.Apesar da fina garoa o público lotou a arena do palco nacional.
Shows
E neste fim de semana tem mais. Na sexta-feira quem sobe ao palco é Hugo