Substituição do quadro-negro deve acontecer em 800 salas de escolas municipais de Joinville
Reivindicação antiga dos professores da rede municipal de ensino, a substituição dos quadros-negros pelos quadros-brancos em sala de aula pode começar a ser atendida em todas as escolas de Joinville.
O assunto voltou a ser debatido pelos profissionais, que querem reduzir problemas de saúde provocados pelo uso de giz convencional. O Sindicato dos Servidores Municipais de Joinville (Sinsej) e a prefeitura acertaram a troca de 800 quadros.
Algumas escolas na cidade já fazem uso do quadro-branco. Hoje, há no município 814 salas do ensino fundamental e outras 347 de centros de educação infantil (CEIs). Um levantamento oficial deve ser feito pela Secretaria Municipal de Educação para confirmar quantos quadros serão necessários. Ainda não está confirmado como e quando será a troca, mas ela já foi aprovada.
A professora de ciências naturais Márcia dos Santos Braz Resende, da Escola Municipal Professora Laura Andrade, no Jardim Iririú, conhece muito bem os benefícios da substituição. Há dois anos, a escola começou a troca dos quadros e hoje conta com as duas opções em todas as salas.
– Tenho bronquite e para mim o pó do giz era prejudicial. Também usava lente de contato e tive que trocar pelos óculos por causa do pó – conta a professora.
Pó irrita a pele e causa alergia
A diretora da Escola Municipal Professora Laura Andrade, Aparecida Modesto, avalia como positiva a troca dos quadros-negros pelos brancos: – É uma substituição pela saúde, pela qualidade do trabalho – avalia.
Especialista em alergias, a médica Fátima Cristine da Silva Wendhausen concorda:
– Só o pó já é irritante. Inalar aquilo causa problemas mesmo que a pessoa não seja alérgica – explica.
Fátima diz que o pó do giz tradicional irrita as mucosas e pode desencadear um quadro asmático, rinite ou outro sintoma, mesmo em quem nunca apresentou nenhum problema respiratório.
Professores podem apresentar outro tipo de problema: a dermatite de contato, inflamação causada pelo toque constante em substâncias irritantes. As mãos costumam descamar, impedindo que os profissionais consigam usar o giz.
– É um benefício grande para os professores – conclui a especialista.
Fonte: Diário Catarinense
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