Simpósio de Naturologia discute as conseqüências causadas pelo abuso remédios
Com o objetivo de diminuir o excesso de prescrição dos fármacos e buscar novos métodos de tratamento, diversos profissionais da saúde se reuniram para discutir o assunto no Simpósio de Medicalização, que ocorreu ontem 18, na Unisul, campus universitário Grande Florianópolis - Pedra Branca, em Palhoça.
A médica, mestre em Saúde Pública pela UFSC, Sílvia Cardoso Bittencourt, falou da indústria farmacêutica e dos efeitos colaterais causados pelo uso de remédios. “Será que é o recurso ideal ou apenas algo para satisfazer a sociedade?”. Bittencourt destacou o tratamento do Transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) por ser comum o uso de medicamentos.
As causas e diagnósticos desse transtorno foram abordados pela farmacêutica e também mestre em Saúde Pública pela UFSC, Fabíola Stolf. “A medicina passou a resolver problemas da escola”. Stolf falou que esse tipo de problema não é individual, e sim coletivo, havendo a necessidade de ter uma família saudável para que o aluno também tenha um bom desempenho.
Com a proposta de um simpósio multidisciplinar, o coordenador do curso de Naturologia Aplicada, Fernando Hellmann, abordou o uso dos florais de Bach popularizados no Brasil desde a década de 80. “Os florais não são para doenças, são para pessoas”. Hellmann destacou também a necessidade de formar pessoas que pensem de forma diferente e que possam buscar outros métodos para as soluções impostas na sociedade.
O Simpósio termina com o lançamento do livro Medicalização da Vida: Ética, Saúde Pública e Indústria Farmacêutica. A obra foi organizada por Sandra Caponi, Marta Verdi, Fabíola Stolf e Fernando Hellmann.
Fonte: Cilene Macedo
Jornalista JP 02323
Assessoria de Comunicação e Marketing
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