O déficit habitacional brasileiro - habitações que faltam para que todas as famílias tenham um lar digno - ficou em 5.808.547 unidades em 2009. Em números relativos, o déficit é de 9,3%, pouco abaixo do contabilizado em 2008 (9,5%).
O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 30, pelo SindusCon-SP e pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
Em Santa Catarina, faltam 75.223 moradias. O número representa um déficit relativo de 3,7%, o segundo menor do país, ficando atrás apenas do Paraná (3,5%).
Considerando os dados nacionais, o déficit registrado no ano passado é 0,15% maior que em 2008, quando faltavam 5.799.859 lares. Segundo o SindusCon-SP, a boa notícia é que o déficit habitacional por inadequação, representado pelas moradias improvisadas, rústicas, localizadas em favelas ou cortiços, caiu de 6,8% de 2008 para 2009.
Já o déficit habitacional por coabitação, representado pelo número de famílias que convivem com outras na mesma moradia e expressaram o desejo de se mudar, subiu 12,7% no período.
Política perene
Na análise do presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, "os números continuam expressivos e reforçam a necessidade de uma política habitacional perene, que efetivamente erradique o déficit habitacional nos próximos anos. O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foi positivo por ter entregue a execução das moradias para a baixa renda à iniciativa privada, mas ele depende da renovação de recursos para sua continuidade".
Segundo o diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a queda no número de moradias inadequadas pode ser explicada pela melhoria de renda e pelo aumento de acesso ao crédito imobiliário. "De outro lado, o fato de mais famílias manifestarem o desejo de deixarem de conviver sob o mesmo teto demonstra que um segmento da população começou a vislumbrar a possibilidade da aquisição da casa própria, antes inacessível", completa.
Inadequação
O levantamento mostra que o déficit por inadequação ainda corresponde a 61% do déficit habitacional brasileiro. Cerca de 77% das moradias inadequadas são habitadas por famílias que ganham até 3 salários mínimos por mês.
Quase um terço desses domicílios são habitados por famílias que recebem entre 1 e 2 salários mínimos de renda mensal. Já na coabitação, 62% das famílias que manifestaram o desejo de se mudar têm renda mensal de até 3 salários mínimos.
Nos Estados
O maior déficit estadual absoluto em 2009 foi o de São Paulo, com 1,127 milhão de moradias, seguido pelo Rio de Janeiro (537 mil), pelo Pará (509 mil).
Os menores déficits absolutos ficam com Roraima (13 mil), Amapá (21 mil) e Acre (256 mil).
Os maiores déficits relativos foram os dos Estados do Amazonas (25,4%), Pará (23,1%) e Maranhão (22,7%). Os menores ficam no Paraná (3,5%), Santa Catarina (3,7%) e Goiás (5%).
Fonte: Economia SC
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